Uma fissura no para-brisas do seu carro pode ocorrer a qualquer momento. Dependendo da gravidade, uma fissura ou quebra no vidro da frente do carro pode reduzir a visibilidade e impedir uma condução segura.
Saber o que fazer em caso de quebra ou fissura no para-brisas é fundamental para continuar a sua viagem em segurança e evitar acidentes.
As respostas a estas seis perguntas resumem tudo o que precisa de saber.
1. Posso continuar a conduzir se tiver uma quebra ou fissura no para-brisas?
Depende do tamanho e da localização da quebra ou fissura, bem como da legislação rodoviária local.
Segundo o art.º 22 do Regulamento do Código da Estrada, conduzir com o para-brisas estilhaçado ou partido pode ser punível com multa até 249,40€, uma vez que é considerado estar a utilizar um veículo motorizado em condições perigosas.
O para-brisas é crucial para garantir uma visão desimpedida da estrada e qualquer fissura, quebra ou risco pode ser suficiente para prejudicar a visibilidade, impedindo que veja, claramente, os veículos que circulam na sua direção e outros perigos na estrada. Paralelamente, aumenta o encandeamento devido à luz solar ou faróis.
2. Tenho de reparar até as fissuras mais pequenas?
Mais uma vez, isso dependerá das regras do país em que está a conduzir. É provável que uma fissura muito pequena – do tamanho de uma cabeça de fósforo, por exemplo – não tenha legalmente de ser reparada, desde que não esteja na linha de visão do condutor.
No entanto, a abordagem mais segura é reparar qualquer fissura, seja qual for o seu tamanho, antes que esta piore e se torne num dano capaz de enfraquecer todo o para-brisas. Lembre-se de que, quanto maior for o dano no para-brisas, mais cara será a reparação.
Caso a fissura não seja reparada, a humidade pode acumular-se nela e embaciar o vidro. Se houver, além disso, acumulação de sujidade na fissura, a imperfeição deixará de poder ser reparada. E, se a água entrar e congelar, é provável que o para-brisas tenha mais tendência para quebrar.
Em todos os casos, estará a comprometer, seriamente, a sua visibilidade e segurança.
3. Posso reparar o problema sem ajuda?
O tamanho e a gravidade da fissura é que vão determinar o tipo de reparação necessária. Desde que a fissura seja inferior a 25 mm, poderá ser capaz de a reparar sem ajuda, utilizando um kit de reparação de para-brisas.
As instruções exatas variam conforme a marca, mas a maioria dos kits de reparação funcionam injetando um adesivo epóxi ou acrílico que veda a fissura, impedindo a entrada de água e sujidade.
As quebras ou fissuras maiores, geralmente com mais de 25 mm, não podem ser reparadas com um kit de reparação e necessitam de uma reparação profissional.
4. Quanto pode custar a reparação de uma quebra ou fissura?
O preço poderá variar bastante, consoante a dimensão do dano e outros fatores. Mas, para reparações que exijam a substituição do para-brisas, é provável que o valor não seja inferior a 250 euros.
Por norma, quanto mais caro for o automóvel, mais caro será o para-brisas de substituição.
5. O meu seguro automóvel cobre os danos no para-brisas?
Adicionando a cobertura de quebra isolada de vidros ao seu Seguro Automóvel, resolverá esse problema sem mais preocupações. Se tiver esta cobertura, poderá sempre acioná-la para a reparação. Caso o seu seguro não tenha cobertura de quebra isolada de vidros, terá de suportar os custos de reparação.
Saiba mais sobre a cobertura de quebra isolada de vidros do seguro automóvel.
6. Existe alguma forma de proteger o meu para-brisas de fissuras?
Não há garantias de que evitará uma fissura ou quebra, pois basta uma pedra solta atingir o seu para-brisas, para o poder danificar. No entanto, existem algumas dicas para proteger o vidro da frente do carro:
- É aconselhável que conduza a uma distância razoável do veículo da frente, para evitar detritos que possam ser projetados pelas rodas;
- Procure conduzir com mais cuidado em estradas com superfícies danificadas ou instáveis;
- Substitua as escovas limpa para-brisas todos os anos, para garantir que estas removem, de forma eficaz, qualquer acumulação de sujidade e detritos;
- Verifique, regularmente, se o seu para-brisas apresenta pequenos sinais de danos e garanta que estes são reparados (por si ou por um profissional), antes que o problema se agrave.