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O que é o botulismo: tudo sobre esta doença perigosa

O que é o botulismo? É uma doença muito séria e que pode ser fatal, se não for tratada a tempo. Felizmente, é rara: segundo o Annual Epidemiological Report de 2022 do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), confirmaram-se 84 casos de botulismo na União Europeia, um dos quais em Portugal. Dada a sua gravidade, a notificação dos casos é obrigatória.

Leia este guia e fique a par das informações mais importantes sobre esta doença perigosa.

 

O que é o botulismo?


Trata-se de uma doença bacteriana grave, não contagiosa, causada pela ação de uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Diagnosticada tarde, ou não tratada, pode levar à morte por paralisia dos músculos respiratórios.


Tipos mais comuns de botulismo:

  • alimentar – é a forma mais frequente da doença. É contraída quando se ingere um alimento contaminado pela toxina, por ter sido mal cozinhado ou conservado;
  • por ferida –  acontece quando uma ferida é infetada pela bactéria, ou quando a bactéria é introduzida noutros tecidos. Por exemplo, através do uso de agulhas não esterilizadas;
  • intestinal – provocado pela ingestão de esporos de Clostridium botulinum, que depois germinam em bactérias e libertam toxinas botulínicas nos intestinos.


Nota: embora rara em adultos, pode ocorrer em bebés com menos de um ano (botulismo infantil). Acontece quando o bebé ingere esporos da bactéria que, no intestino, se transformam em toxinas botulínicas. Nesta idade, o sistema digestivo é ainda imaturo, tendo mais dificuldade em evitar a germinação das bactérias.

 

O que é o botulismo: quais os sintomas mais comuns?


A principal causa do botulismo é a toxina botulínica, uma substância produzida pela bactéria Clostridium botulinum que ataca o sistema nervoso. A manifestação dos sintomas depende da área muscular que a toxina afeta.

Normalmente, as pessoas doentes começam por manifestar sintomas digestivos, antes de os músculos serem afetados. Também é comum perderem primeiro a força nos músculos da face e da cabeça, seguida de uma perda gradual nos músculos dos braços, pernas e, depois, dos músculos respiratórios.


Sintomas digestivos:

  • náuseas;
  • vómitos;
  • diarreia;
  • dor abdominal;
  • prisão de ventre nos bebés.


Sintomas neuromusculares:

  • fraqueza muscular – pode começar na face, manifestando-se em pálpebras caídas e dificuldade em falar ou fala lenta;
  • disfagia – dificuldade em engolir alimentos e líquidos;
  • dificuldade em respirar;
  • problemas de visão – visão turva ou dupla, se os nervos que controlam os músculos dos olhos forem afetados;
  • ptose palpebral – queda da(s) pálpebra(s) superior(es). Sintoma comum nos bebés;
  • boca seca – ocorre pela afetação dos nervos que controlam as glândulas salivares.

 
Nota: no início da doença, os bebés muitas vezes apresentam prisão de ventre, deixam de comer e ficam apáticos. Depois, os sintomas tornam-se mais graves, afetando o sistema nervoso.


Quanto tempo levam os sintomas a aparecer?


Se a doença for contraída através de alimentos, os sintomas podem surgir entre 6 e 8 horas ou 12 e 36 horas, após a respetiva ingestão. Quanto mais toxinas ingeridas, mais rapidamente se manifestam os sintomas.

No caso do botulismo por feridas, os sintomas costumam surgir entre 4 e 14 dias depois do contágio. Neste tipo de contaminação, não se manifestam sintomas digestivos.

Já o botulismo intestinal pode surgir entre 3 e 30 dias após a ingestão das bactérias.

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Como se faz o diagnóstico?


A principal forma de diagnóstico é através da observação dos sintomas. A consulta é uma forma importante de detetar a doença pois, pela história alimentar ou de outras situações, os médicos podem pôr de parte possíveis doenças com sintomas semelhantes.

Os testes laboratoriais são também importantes para detetar a presença da toxina no sangue, ou nas fezes do paciente, e também em alimentos suspeitos. No caso de botulismo por ferida, a presença da toxina deteta-se por análise ao sangue ou por cultura de tecido da ferida.


Devo ir ao hospital, se suspeitar de botulismo?


Sim
, sem dúvida alguma. Caso apresente os sintomas referidos acima, deve consultar imediatamente o seu médico, ou as urgências de um hospital.

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👉 Pode interessar-lhe:
Cinco motivos pelos quais todos devem ter um seguro de saúde

 

Há tratamento para o botulismo?


Sim, existe uma antitoxina botulínica (ATB). Dado que esta doença é rara e que a antitoxina é de difícil aquisição, existe uma reserva desde 2019, a Reserva Estratégica Nacional (RENAB). Em 31 de janeiro de 2025 a Direção-Geral da Saúde publicou uma norma que rege a sua utilização e acesso.


Quais são as consequências do botulismo a longo prazo?


Como se trata de uma doença grave, o tratamento requere internamento. Em caso de estado avançado, a hospitalização é quase sempre em unidades de cuidados intensivos e recorrendo à ventilação mecânica (ventiladores). Os internamentos podem durar vários meses.

Um estudo sobre a qualidade de vida após a doença apresenta as seguintes queixas:

  • fadiga, fraqueza, tonturas, boca seca e dificuldade em levantar objetos;
  • dificuldade em respirar, causada por esforço moderado;
  • limitação em atividades vigorosas, como caminhadas e subir escadas.



Perguntas frequentes​

Há alguma vacina para o botulismo?


Não
existe vacina para prevenir o botulismo.


Quais são os alimentos que causam botulismo?


Os alimentos mais frequentemente associados à doença incluem:

  • conservas vegetais caseiras confecionadas e/ou armazenadas de forma incorreta. Especificamente, alimentos com baixo conteúdo ácido, como os espargos, feijão-verde, beterraba e milho;
  • carnes cozidas, curadas e defumadas de forma artesanal;
  • peixe fermentado que não foi guardado de forma adequada, ou conserva de peixe preparada em casa;
  • o mel pode conter a bactéria do botulismo, pelo que não deve ser dado a crianças com menos de um ano.

 
👉 Saiba mais:
Conservação dos alimentos: dicas para os preservar bem


A cozedura destrói a toxina botulínica?


À partida, sim. Cozinhar os alimentos a 80°C por meia hora, pelo menos, destrói quase sempre as toxinas.


Como prevenir o botulismo?


A melhor forma de prevenir esta doença é ser cuidadoso com a preparação, armazenamento, consumo de alimentos e higiene pessoal, nomeadamente:

  • conservar bem os alimentos e cumprir os prazos de validade;
  • lavar bem as frutas e os vegetais crus, antes de os comer;
  • cozinhar bem os alimentos;
  • na confeção de conservas caseiras, garantir a higienização e esterilização dos utensílios e alimentos, a sua pasteurização (tratamento térmico) e o armazenamento adequado;
  • deitar fora conservas em lata, se estas estiverem inchadas;
  • não dar mel aos bebés com menos 12 meses;
  • desinfetar as feridas profundas em unidades de cuidados de saúde.
 

 


Toda e qualquer situação de esclarecimentos relativamente às temáticas presentes neste artigo deverão ser solicitadas junto das entidades competentes ou de profissionais especializados. Na preparação deste documento, foram feitos todos os esforços para poder oferecer informação correta e clara. A Generali Seguros, S.A. não é responsável pelo resultado de quaisquer atos ou ações decididas ou tomadas unicamente com base na informação deste documento. A Generali Seguros, S.A. não pretende, através do presente documento, prestar aconselhamento médico, pelo que o cliente é encorajado a consultar profissionais, no intuito de obter o aconselhamento devido, para o seu caso em particular.

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